Na vida cotidiana de relacionamentos, cada vez mais, a sabedoria tem que ser usada com primazia sobre a técnica.
Na década de 80, vigorou a idéia de que técnicas de relacionamento interpessoal poderiam favorecer o crescimento profissional ou político de uma pessoa e, como é comum em ciências humanas, esta ideia foi perdendo forças, de modo que em meados da década seguinte já não se dava mais tanta "bola" para esta ideia.
A partir de então foi crescendo a noção de que a sabedoria (bom uso das competências) é o que determina o fim dos bons relacionamentos, ao lado da ideia de que ter sucesso na vida não é tanto subir na carreira quanto o modo como nos portamos ao subirmos (ética), o que determina a progressão sustentável, ideia em acordo com a sua similar (desenvolvimento sustentável).
Deste modo, hoje em dia, é muito mais importante para o profissional em particular e para as pessoas em geral agir por sabedoria do que por técnica, e um dos princípios basilares da sabedoria de relacionamentos que se fala muito e o da distância ótima, trata-se de uma percepção refinada para "medir" o quanto de intimidade e de proximidade torna-nos invasivos por um lado, enquanto que por outro lado o quanto de reserva e distância torna-nos isolados. A sabedoria está justamente em percebermos, para cada caso, situação ou pessoa, o nível ótimo de proximidade que nos permite ter uma boa comunicação sem invadir o espaço de intimidade dos outros, ter uma boa cooperação sem invadir as competências do outro. É uma questão muito mais de traquejo social do que de técnica aprendida, de experimentação e observação do que de roteiro previamente estabelecido.
A distância ótima é, pois, o ponto de equilíbrio entre próximo e longe, particular e público, meu e seu. Encontrar este ponto é o desafio, como também a chave para o sucesso.