sexta-feira, 21 de outubro de 2011

UMA ÉPOCA SEM IDEOLOGIAS POLÍTICAS

Os últimos acontecimentos da nossa política regional, nacional e internacional apontam para um fenômeno de diluição das ideologias num grande substrato: a economia virtual nem sempre vinculada às atividades econômicas concretas.
O que era esquerda caiu na vala comum do "vamos nos garantir perante o Mercado de Capitais", e o que era direita se rendeu de vez a uma subserviência total aos interesses do "dinheiro volátil".
Por toda parte, a exemplo da Grécia, o que se vê é a força econômica virtual passando por cima de direitos trabalhistas em particular e humanos em geral como se fosse um trator sobre uvas no asfalto.
Em outros países, o poder de instituições internacionais absolutamente ilegítimas (vide a história da invasão do Iraque para aferir a legitimidade da ONU) agindo em nome da democratização para promover a "melhor" fluidez do capital especulativo.
Neste panorama internacioal, acompanho o pensamento dos que propõe haver realmente uma morte da esquerda, senão consumada, em vias de consumação, mas acrecentaria que a direita já não é mais apenas uma direita, é apenas um mero instrumento do mercado virtual de capitais.
Sendo assim, faria ainda sentido falar-se em orientação política? não seria muito mais correto passarmos a pensar em termos de alinhamento mais ou menos escancarado com os poderes direcionadores do capital internacional?

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

O NÃO DA CREDIBILIDADE

Uma das maiores dificuldades em relações humanas está no momento e na forma de dizer não.
Um dos maiores riscos de se dizer não a alguém é o receo: de ofender, de ganhar um adversário, de passar por intransigente etc.
Por outro lado, se há riscos em se dizer não, há também riscos em deixar de dizer um não taxativo: ser levado a fazer o que não quer ou não acredita ser bom, assumir um compromisso sem certeza de poder cumpri-lo etc.
Na balança dos custos e benefícios, o melhor resultado está sempre em saber dizer este não. Em algumas ocasiões, uma boa justificativa pode amenizar os resultados adversos e, em outras ocasiões, podemos nem ter a justificativa e compensar o não ao oferecer uma alternativa negociável a quem nos requer o sim.
Na verdade, não existe regra de como proceder para obter os melhores resultados, porém, a experiência e a observação podem nos ensinar muito a respeito.
E, por fim, existe um ganho que pode contrabalançar um pouco pelo menos das perdas potenciais: credibilidade. Uma pessoa que jamais diz sim quando não esteja certa de que vai honrar com a palavra empenhada adquire uma credibilidade inabalável perante os outros.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

OS RATOS

Dizem que o ser humano é descendente dos macacos. Se isto for uma verdade, não deve ser muito verdade nada... em alguns sentidos, está mais para descendente dos ratos. Senão, vejamos:
Os ratos preferem agir na surdina, e o resultado do que fazem compromete a vida das pessoas.
Todo mundo odeia os ratos e, ao mesmo tempo, os teme.
Rato é uma verdadeira praga: quando a gente mata um, a cria já trouxe uma verdadeira ninhada para a vida.
Ratos têm inimigos naturais, os gatos, mas atualmente estes predadores estão de tal maneira domesticados que já não incomodam mais os bichinhos.
Bem, confesso que fugi um pouco do assunto e não consgui demonstrar com clareza a similaridade da conduta humana com a dos ratos, mas para bom entendedor...

terça-feira, 23 de agosto de 2011

A DISTÂNCIA ÓTIMA

Na vida cotidiana de relacionamentos, cada vez mais, a sabedoria tem que ser usada com primazia sobre a técnica.
Na década de 80, vigorou a idéia de que técnicas de relacionamento interpessoal poderiam favorecer o crescimento profissional ou político de uma pessoa e, como é comum em ciências humanas, esta ideia foi perdendo forças, de modo que em meados da década seguinte já não se dava mais tanta "bola" para esta ideia.
A partir de então foi crescendo a noção de que a sabedoria (bom uso das competências) é o que determina o fim dos bons relacionamentos, ao lado da ideia de que ter sucesso na vida não é tanto subir na carreira quanto o modo como nos portamos ao subirmos (ética), o que determina a progressão sustentável, ideia em acordo com a sua similar (desenvolvimento sustentável).
Deste modo, hoje em dia, é muito mais importante para o profissional em particular e para as pessoas em geral agir por sabedoria do que por técnica, e um dos princípios basilares da sabedoria de relacionamentos que se fala muito e o da distância ótima, trata-se de uma percepção refinada para "medir" o quanto de intimidade e de proximidade torna-nos invasivos por um lado, enquanto que por outro lado o quanto de reserva e distância torna-nos isolados. A sabedoria está justamente em percebermos, para cada caso, situação ou pessoa, o nível ótimo de proximidade que nos permite ter uma boa comunicação sem invadir o espaço de intimidade dos outros, ter uma boa cooperação sem invadir as competências do outro. É uma questão muito mais de traquejo social do que de técnica aprendida, de experimentação e observação do que de roteiro previamente estabelecido.
A distância ótima é, pois, o ponto de equilíbrio entre próximo e longe, particular e público, meu e seu. Encontrar este ponto é o desafio, como também a chave para o sucesso.



terça-feira, 24 de maio de 2011

MARKETING PESSOAL

Nunca existiu melhor estratégia de marketing pessoal do que nossa capacidade de expor claramente nossos limites a quem convive conosco.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

ILUSÕES DE UMA ÉPOCA

Há 155 anos nascia Sigmund Freud, um filho do Século XIX portanto. E uma de suas frase mais famosas foi dizer que "o eu não é senhor em sua própria casa".
Ainda no Século XIX nasceu um homem que compreendia isto e, ainda hoje, a humanidade não compreende.
Vemos todos os dias pessoas dizerem coisas que demonstram sua ignorância neste assunto:
"Por que será que eu não consigo manter meu propósito de ser assim ou assado e acabo traindo a mim mesmo?" -frases como esta são ditas todos os dias pelos populares que, muitas vezes, sentem-se aliviados por não terem que manter propósitos ambivalentes para eles mesmos.
"Como pode um monstro fazer algo assim tão pavoroso contra uma criancinha?" -adoram perguntar os jornalistas sensacionalistas que estão, no fundo, ávidos pela chegada do dia em que se candidatarão a deputado ou vereador, fazendo campanha como o defensor do povão.
E muitos exemplos de desencontros entre discurso e prática, valores e ações, ética e negócios, amor e poder se amontoam no dia-a-dia, mostrando-nos uma fenda estrutural em nossa própria consciência: ainda não estamos prontos para entender que não somos seres nada unos, somos muito mais "máquinas" guiadas por conveniências.
Mas não precisa ser assim, parece-me que o desenrolar da história humana, com a ascenção das discussões sobre os valores urgentes (ecologismo por exemplo), da renovação da ética (o avultamento do princípio da lealdade acima de tudo) e a crítica à alienação produzida massivamente pelos meios de comunicação, especialmente a TV aberta, são indicadores de que nossa consciência social está amadurecendo para chegar ao dia em que as pessoas poderão se conhecer melhor e, por consequência, conhecer melhor os outros, possilitando uma convivência social mais pautada em fundamentos realmente possíveis de se tornarem universais, consolidadores do modo de vida do terceiro milênio.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

CALEM A BOCA PROFESSORES

É um escândalo o problema da merenda escolar no Brasil.
É um triste escândalo o que denunciou a diretora da escola pública de Goiás (atraso no envio daquela micharia de verba!?).
É o pior dos escândalos o "cala-boca" que os professores e a diretora da escola receberam do governo, em vez de providências para solucionar o problema com dignidade.
Não deixe de se pronunciar a respeito, não seja conivente com o coronelismo, seja lá de que partido for a autoridade que abusa do poder.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

MARKETING PESSOAL

Ninguém duvida, hoje em dia, de que nosso sucesso pessoal depende muito de um marketing pessoal.
Por outro lado, também é ideia corrente a tal da sustentabilidade, ou seja, uma noção de que as ações humanas devem ser inseridas num contexto que lhes possibilite a continuidade ao longo do tempo sem provocar consequências negativas importantes.
Juntado, assim, as ideias de necessidade de um marketing pessoal com a necessidade de um cuidado com a sustentabilidade, é imediato pensarmos que o marketing pessoal deve ser tratado como algo que possamos fazer durar, prosperar e não provocar danos importantes.
Três cuidados me parecem importantes para isto:
1-Verdade pessoal: nunca passe uma imagem sensívelmente exagerada ou supervalorizada de suas habilidades, qualidades ou potencialidades, sob pena de em algum momento você ser pego em contradição (entre seu marketing e seu desempenho) e perder credibilidade.
2-Verdade existencial: mantenha a consciência de que a vida humana é um movimento e, como tal, você precisa estar em mudança permanente, alterando o tempo todo não apenas seu marketing pessoal , mas também aperfeiçoando a si mesmo em todos os sentidos.
3-Verdade solidária: mantenha sempre presente a ideia de que nenhum valor suplanta o respeito aos limites do outro, à sensibilidade e dignidade do semelhante, bem como a consideração que devemos por gratidão aos nossos benfeitores. È muito difícil encontrar uma ação mais nefasta contra nosso marketing pessoal do que a ingratidão para com aqueles a quem devemos parte de nosso sucesso na vida.
Mas, pensando bem, o que há de novo nisto?

domingo, 8 de maio de 2011

FAZER O QUE GOSTA OU GOSTAR DO QUE FAZ?

Hoje em dia, é um tema muito discutido este: uma pessoa deve trabalhar com o que gosta ou com o que lhe permite uma remuneração satisfatória.
Observando as falas das pessoas durante muito tempo, pude verificar três convergências universais:
1-Nem sempre o que nos paga bem é o que nos dá prazer.
2-O ideal de fazer o que gosta é, muitas vezes, inviável, porque o estilo de vida moderno "exige" de nós uma remuneração boa, o que muitas vezes só conseguimos através de um trabalho bem vazio de prazer para nós.
3-É possível a gente aprender a gostar do que faz.
É como se estas três coisas juntas se juntassem em uma única mensagem assim decifrada: entregue-se a um trabalho que te paga uma boa grana, que o resto você compra com o que ganha.
Parece bem lógico e, dificilmente, na cultura contemporânea, alguém conseguiiria argumentar fortemente contra isto, mas é um sofisma, um engano.
Primeiro porque a gente não tem que se entregar para um trabalho, vivemos em um mundo dinâmico que está sendo reinventado todos os dias, nós temos é que ser prudentes, mas também desbravadores, senão nos tornamos presas fáceis de preconceitos bobos e escravizantes.
Depois porque tem muita coisa que não se compra nesta vida, como por exemplo, dignidade, satisfação interior, sentido de vida.
Parece-me que o correto mesmo seria dizermos: entregue-se a uma busca moderada que não seja capaz de te roubar o tempo necessário para ser feliz e curtir os momentos simples da vida, como também não te torne tão vendido a ponto de ir progressivamente abrindo mão de seus padrões éticos e princípios espirituais. Se isto te fizer um pouco menos apto a comprar isto ou aquilo, perdoe-se a si mesmo e viva feliz com o que conseguir atingir.

sábado, 7 de maio de 2011

ENCONTROS E DESENCONTROS

Quem nunca teve, de repente, um encontro inesperado com uma pessoa especial?
Quem nunca viveu a sensação de que deveria ter conhecido aquela pessoa já a muito tempo?
Vidas se cruzam, histórias se encontram, pessoas se aproximam e depois se afastam.
Tudo isto é muito normal e compreensível no cotidiano.
Mas quando o coração tem que enfrentar o duro desafio de ter gostado muito de alguém sem poder continuar em seu convívio, a vida parece perder muito de seu gosto, um pouco de seu colorido e um bocado de seu doce.
Poucas provas nesta vida abalam tanto a moral humana quanto os obstáculos que se erguem entre pessoas: distâncias e proximidades, conveniências e inconveniências, oportunidades e desoportunidades, pontes e abismos...
E alguém que vença nas dificuldades materiais de toda sorte pode cair prisioneiro das emocionais mais básicas.
Isto se torna muito importante no mundo de hoje em que a solidão assola, a violência amedronta, a corrupção contamina, e a esperança ainda floresce.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

ÉTICA E NEGÓCIOS

Muitas empresas e profissionais, temendo perder um negócio ou uma venda, se submetem ao horrível papel de prometerem ao cliente ou parceiro comercial coisas que sabem muito bem não poderem cumprir, como prazos, quantidade, qualidade e até mesmo preço.
O raciocínio (errado) é que, não sendo possível cumprir, depois se renegocia os termos com o cliente e, no fim, todo mundo sai beneficiado. Não sai!
O cliente está cada dia mais "cheio" de empresas e profissionais com pouco profissionalismo, pouco compromisso com o que sai de sua própria boca, sendo comum que um cliente mal servido não só abandone aquela empresa como passe a falar "mal" da empresa ou do profissional, o que ocasiona muito mais prejuízos.
Não fosse isto, ainda, suficiente para afastar esta prática negativa, poderíamos recorrer também à questão ética: não se pode nunca usar das palavras com falta de compromisso, porque a palavra empenhada tem que ser cumprida a todo preço, sob pena de dar ao outro também motivo para deixar de cumprir a sua, o que corromperia de vez todo o tecido social.

terça-feira, 3 de maio de 2011

ESPECIALISTAS EM CRIANÇAS

Atribui-se a Lacan (Jaques Lacan, o famoso psicanalista francês) o dizer: o sintoma ocorre na criança, mas a doença é do adulto.

E o curioso é que este conhecimento veio ao mundo através de um adulto, o ser mais tolo do Universo quando se trata de entender de crianças.
De toda forma, estou certo de que, na verdade, a criança nem mesmo tem ou é portadora de algum sintoma, ela é apenas uma espécie de "espelho" que mostra ao adulto as psicopatologias dele, mostra a ele a arrogância com que trata os pequenos, dizendo a eles o que devem e o que não devem gostar, privando-os de algo (inclusive manifestações de amor) quando não gostam do que "deveriam" gostar.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

QUALIDADE NO ATENDIMENTO AO PÚBLICO

O atendimento ao público é visto por uma ótica meramente instrumental: atender melhor para faturar melhor.
Que empresa não quer cativar o cliente com mimos apropriados para que ele volte e traga novos clientes. Atender bem é uma maneira de aumentar os lucros da empresa.
Qual o profissional autônomo não quer ser conhecido por seu diferencial: ele atende bem, é muito gentil, prestativo etc.
Ninguém, em sã consciência, pode condenar isto. Mas não haveria aí um elemento de humanização faltando?
Será que atender bem não é uma forma de nos tornarmos, como cultura, como sociedade, melhores do que já somos? não seria um modo de construir um mundo melhor para nossos filhos?
E, neste bonde andando, podemos pensar nas pessoas em geral como se fossem nossos clientes, pessoas mesmo do mundo lá fora que encontramos a toda hora sem relação nenhuma como nosso ganha pão:
Atendê-las melhor quando nos perguntam que horas são.
Dar uma informação sobre "onde fica a rua tal" com maiores detalhes, procurando, com interesse nos certificarmos de que o ouvinte realmente entendeu a explicação.
É ofertar sempre aquele algo a mais que, no fundo, custa pouco e faz grande diferença. É bem possível que, com isto, até ganhemos novos clientes sem ter isto como o móvel de nossa boa vontade, mas o lucro mesmo que temos de agir assim é bem mais valioso do que simplesmente aumentar o faturamento: melhorar a vida, dentro e fora de nós.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

HÁ PODER NAS PALAVRAS

Sempre houve poder na palavra escrita, falada e até na omitida.
E no mundo de hoje, em que a palavra não tem fronteiras...
A palavra escrita, uma vez emitida, muitas vezes não pode mais ser corrigida...
A palavra falada, ainda que velada, acaba ganhando a rede de uma forma malvada...
E a palavra omitida, que também é no fundo palavra proferida, pode ser como um bêbado descambando numa descida...
A prudência é, pois, mais do que nunca, a receita que que não te frita pela palavra escrita, não te põe em enrascada pela palavra falada nem causa ferida por uma palavra omitida.

terça-feira, 26 de abril de 2011

LEGALIZAÇÃO DO ABORTO

Existe uma grande celeuma sobre a legalização do aborto.
Um certo grupo, rotulado de ditadores religiosos, defende que o aborto deve ser proibido porque não é dado a ninguém tirar a vida do próximo.
Outro grupo, em vez de demonstrar que é dado a alguém tirar a vida do próximo, perde seu tempo e energia, atacando o grupo "religioso", dizendo que são ditadores porque querem impor aos outros sua forma de pensar.
O primeiro grupo peca porque se posiciona contra o aborto como se isso fosse suficiente, eles nem apresentam propostas concretas de atendimento das demandas sociais reprimidas e associadas ao aborto nem produzem algo prático no sentido de dar às mães desesperadas condições para levar a gestação até o fim.
E o segundo grupo peca duplamente, também é constituído por pessoas que muito pouco fazem para dar conta destas demandas sociais (além de discurssar, é claro, nisto eles são bons medíocres). Qual é mesmo o movimento, a instituição, a obra social das pessoas constituintes deste grupo? E seu outro pecado é o de atacarem os "religiosos", mas não poderem responder de onde vem o direito de tirar a vida.
A verdade é que, tanto de um, quanto de outro lado, rola mesmo é muita hipocrisia assada com recheio de um discurso tão bonito quanto nada nutritivo.
E o problema básico mesmo não se está tentando atacar: condições sociais dignas para as futuras mamães...

sexta-feira, 22 de abril de 2011

SABER OUVIR

Observe as pessoas em volta de uma mesa num dia de festa ou alegria.
Uma coisa é certa: dificilmente, haverá uma a ouvir o que as outras dizem.
Veja a si mesmo no dia a dia sem indulgência: você tem paciência para ouvir?
Isto pode parecer uma coisa banal, sem maior importância na vida...
Reflita, porém: amar a Deus é semelhante a amar ao próximo...

Ouvir a Deus não seria também uma consequência de saber ouvir o irmão?

Parece, no mínimo, estranho... esperamos tanto sermos ouvidos pelo Senhor...
Raramente, porém, temos condição de nos sintonizar com a sua sagrada Fonte.
Ouse fazer diferente um dia desses: sente-se, cale-se e ouça pacientemente.
Xarada: o que você percebeu em si mesmo quando se pôs a ouvir e ouvir?
Imagino o que pode ser: ansiedade para falar, vontade de trocar de lugar.
Mas, se você sentiu paz, apenas paz, ao ouvir, então esteja de parabéns.
Ou, se descobriu em si, inquietações: exercite-se de novo na arte de ouvir.