O atendimento ao público é visto por uma ótica meramente instrumental: atender melhor para faturar melhor.
Que empresa não quer cativar o cliente com mimos apropriados para que ele volte e traga novos clientes. Atender bem é uma maneira de aumentar os lucros da empresa.
Qual o profissional autônomo não quer ser conhecido por seu diferencial: ele atende bem, é muito gentil, prestativo etc.
Ninguém, em sã consciência, pode condenar isto. Mas não haveria aí um elemento de humanização faltando?
Será que atender bem não é uma forma de nos tornarmos, como cultura, como sociedade, melhores do que já somos? não seria um modo de construir um mundo melhor para nossos filhos?
E, neste bonde andando, podemos pensar nas pessoas em geral como se fossem nossos clientes, pessoas mesmo do mundo lá fora que encontramos a toda hora sem relação nenhuma como nosso ganha pão:
Atendê-las melhor quando nos perguntam que horas são.
Dar uma informação sobre "onde fica a rua tal" com maiores detalhes, procurando, com interesse nos certificarmos de que o ouvinte realmente entendeu a explicação.
É ofertar sempre aquele algo a mais que, no fundo, custa pouco e faz grande diferença. É bem possível que, com isto, até ganhemos novos clientes sem ter isto como o móvel de nossa boa vontade, mas o lucro mesmo que temos de agir assim é bem mais valioso do que simplesmente aumentar o faturamento: melhorar a vida, dentro e fora de nós.
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