quinta-feira, 27 de junho de 2019

DEBATES QUE JÁ NASCEM MORTOS

Hoje, presenciei o arrependimento de um colega que, mais uma vez, entrou em um debate com um outro que é "fundamentalista". O próprio "infeliz" foi quem me falou de seu arrependimento de ter iniciado o debate e pediu-me: por favor, quando eu fizer isto de novo, chute minha canela.
É claro que ele me falou isto de forma figurada e não quer que eu literalmente lhe chute a canela. A questão é outra: um diálogo pressupõe disponibilidade mútua de ouvir, empatia mútua. E obviamente isto não existe quando lidamos com pessoas de mente fechada, opiniões e visões muito rígidas.
É triste, pois a rigidez empobrece muita gente e torna o ambiente impróprio para diálogos e debates produtivos.
Isto dá o que pensar e nos leva a questionar a nós mesmos se também não temos lá nosso nível de rigidez que precisa ser flexibilizado em alguns campos de nossas vidas: valores familiares, valores políticos, valores religiosos, valores profissionais... valores que, em algum momento da evolução social, podem ter ficado atrasados e necessitem revisão e aprimoramento para também não nos tornarmos pessoas impermeáveis a novas ideias ou ao aprimoramento de ideias antigas. E mais que isto, se mesmo sendo firmes em determinados valores, pelo menos conseguimos ouvir os outros com calma e dar-lhes pelo menos os créditos necessários para que suas ideias sejam acolhidas, entendidas e consideradas.
Eis um valor que nos diferenciaria muito de multidões hoje em dia se o cultivássemos com firmeza de ânimo.

quarta-feira, 29 de agosto de 2018

ÉTICA E CIDADANIA
Um MiniEnsaio Sobre o Agir e o Omitir-se

O agir tem um preço, e o omitir-se tem um custo. O ser humano circunscrito à (in)consciência comum age dentro de uma teia utilitarista imediatista, o que necessariamente tem um preço, pois é passível de ser calculado ou estimado em moeda corrente. E este mesmo ser humano, agora tomado por marionete presa às cordas do receio, omite-se geralmente para evitar consequências, segue uma (a)ética negativa ou excludente, mas comumente deixa de notar que há custos altíssimos associados a esta evitação.
Via de regra, calcular o preço do agir é fácil: salário, comissão, lucro, participação, dividendos, juros e a famigerada propina ou vantagem pecuniária indevida, incluindo cargos e gratificações. Há, portanto, o agir limpo perante a ética de um tempo, e o agir imundo, nem sempre revelado, nem sempre descoberto, nem sempre punido, mas imundo perante a ética de um povo. Não se trata, pois, de condenar a associação entre o agir e seu preço, ou recompensa pecuniária, mas de entender que a preços cujo custo moral é alto demais, por causo do potencial danoso à coletividade.
Já a omissão tem custo, pois comumente os danos delas emergidos atingem bens tão preciosos que nem poderiam ser indenizados: degradação ambiental, mal uso dos cofres públicos, mortes, lesões corporais, traumas psicológicos, manchas na imagem pública ou simplesmente o abastardamento detestável do famigerado "homem médio", que não vive, pois não se engaja em causas sociais ou coletivas, ele apenas passa por este mundo como um ocupador de lugar, aperta botões em troca de um salário e aguarda o tempo passar enquanto se queixa dos males do governo, da sociedade, do mundo.
Também não cuida-se aqui de condenar o omisso, nada disto, nossa própria lei ou regra moral coletiva prevê e recepciona, muitas vezes com aplausos, a figura do bom cidadão ou boa cidadã, que vive na condição morna dos que se deixam levar pelos ventos de sua época. Não há condenação aqui contra eles, há apenas um lamento... o humano tem sempre o potencial de se tornar muito mais que a média e contribuir para o bem estar das coletividades atuais e futuras muito mais, ainda que anônimo passe na história, visto que ser reconhecido é coisa de preço, se quantifica o valor (em R$), basta ver os que se tornaram adversários e perseguidores de seus anteriores amigos, tão logo assumiram um daqueles cargos ou postos comissionados muito próprio dos que se omitem enquanto pensam estar agindo...
Por tudo isto é que se pode sintetizar o seguinte: a pessoa comum é pouco dada a reflexões éticas ou existenciais e, por isto, se submete passivamente à precificação de seu agir cotidianamente, até o dia em que nem perceba, mas chegou ao ponto de vender a própria alma por R$397,00 a mais por mês ou algo que o valha; mas ela não é de forma alguma detestável, visto que há multidões que deixam de fazer, lutar, criar, transformar... simplesmente para não terem de se comprometer com coisas, situações e pessoas difíceis, e estas multidões são prisioneiras de uma esquiva com consequências não precificáveis, tais como abastardamento mental, hipnotização pelas telas eletrônicas, repetição automática de frases feitas, esforço interminável para se justificar, vida afora, em frases mentais ou verbais muito tristes, como "não posso fazer nada" ou mesmo o melancólico "quem sou eu para mudar o mundo"...
As primeiras merecem compaixão, e as segundas... não tenho certeza se digo compaixão ou pena, desculpem-me por não poder me decidir sobre isto, vou me omitir aqui ()...
E aos seres raros que ainda se propõem a serem indutores das melhorias sociais, do desenvolvimento das coletividades, numa época de tanto desânimo e desalento, eu diria... é melhor caminhar pela vida e enfrentar a possível frustração de ter conseguido menos do que se queria produzir do que se tornar mais uma marionete do poder, que se alegra ao manter tudo como está...

sexta-feira, 8 de junho de 2018

Tempos de Crise
Oportunidades Preciosas

Em tempos de crise econômica e política, como o que atravessamos no Brasil contemporâneo, surgem oportunidades preciosas, é preciso ter atenção voltada para elas a fim de não perder o bônus que os atentos recolhem para si.
O que torna, porém, uma oportunidade visível?
Conhecimento, só quem estuda, se qualifica e aprimora sua arte ou técnica pode se dar conta de uma oportunidade e saber como aproveitá-la, pois a ignorância é a mãe da pobreza, e o despreparo é o pai do fracasso.
Em tempos de dificuldades econômicas, muitos empobrecem e lamentam, outros dão a volta por cima e atravessam a crise enquanto se enriquecem, quer economicamente quer como pessoas, profissionais ou líderes.
Os tempos mudam rápido na nossa era, as configurações sociais e econômica são dinâmicas, e a lei do sucesso adota mais um princípio: adapte-se e já se prepare para a próxima necessidade de adaptação que chegará no curto prazo, seja dinâmico e antecipe-se no processo de mutação da vida nessa sociedade informacional.
Quem não se atentar, será agregado ao imenso contingente dos que se queixam e se amontoam na vala comum do desemprego, da dependência, da pobreza e da amargura.
Sucesso para todos, é meu desejo hoje para vocês.

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Além da Web
Vivemos numa época de intensa postagem na web, coisa boa. Porém, talvez fosse também importante que este engajamento em protestos, críticas e denúncias se traduzisse em engajamento para ações que visam o bem-estar coletivo. Somente hoje, proponho, façamos algo além dos cliques, participemos de algum modo da melhoria das condições de vida comunitária.
Um país melhor se faz também a partir de cidadãos mais engajados em ações positivas.

sábado, 2 de julho de 2016

Abrir Mão para Receber


Nós sempre precisamos abrir mão de algo para receber outra coisa da vida.
De outro modo, com as mãos cheias do que já temos, como poderíamos pegar o que nos é ofertado?

Assim, se temos cascalho nas mãos, teremos de abrir mão dele para pegar belas pedrinhas brancas encontradas no leito do rio e, mais adiante, se encontramos prata, temos de deixar as pedrinhas brancas para pegar a prata.
Há muita gente que se encanta com as esmeraldas e gostaria de pegá-las, mas como fazer isto sem antes abrir mão da prata?
E quantos têm, meu Deus, os bolsos e mãos cheios de esmeraldas quando encontram ouro pela frente e têm de decidir entre ouro e esmeraldas?
É a mesma situação de quem tem ouro e se depara com diamantes preciosos...

Relacionamentos precisam ser deixados para que outros venham.
Mas não confundamos parceiros ou amigos com relacionamentos, pode-se mudar relacionamentos com as mesmas pessoas ou pode-se trocar de pessoas e manter os mesmos relacionamentos, porque estes são modos costumeiros de dar e receber junto aos outros seres humanos.

Uma carreira tem de ser abandonada para que outra venha, é inviável em geral ter dois empregos, como é difícil demais seguir a duas religiões.
Escolhas pedem renúncia, e estas renúncias precedem a chegada de algo vindo em substituição.

E não pensem que estou falando de coisas do mundo apenas: ouro, pessoas, carreiras, patrimônio, falo também do coração, que precisa deixar mágoas para trás a fim de gozar de encantamento, precisa vencer medos para fruir conquistas, precisa abrir mão de algo ou alguma situação para ver-se em outra situação.

O mundo está mais cheio de gente que reclama injustamente contra a vida e se compraz em apegos negativos do que realmente cheio de desafortunados sem escolhas nem opções .

Por isto, responda para si mesmo no dia de hoje, para si mesmo, não para mim: do que você precisa abrir mão para que venha algo melhor, mais vantajoso ou realizador?

Abra mão da estrada, vire a direita, entre na próxima cidade ou vila, pague para ver o que pode encontrar.

Deus nos cuida, o Universo nos abarca, a mãe Natureza nos abençoa.

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Meu novo vídeo no youtube

https://www.youtube.com/watch?v=Wh8GVE1BP4Y

Uma outra forma de riqueza

Uma outra forma de riqueza
As nações no mundo todo anseiam por riqueza, todos querem ser superpotência, contudo, fica cada dia mais claro que a existência das superpotências em si e da busca por tornar-se uma é um modo de viver insustentável já a médio prazo, poucas décadas adiante, nem precisamos mais falar a longo prazo.
Para o Brasil, tenho um sonho, uma utopia em que acredito muito, embora muitos amigos digam que não tenho os pés no chão: não vejo o Brasil nem expandindo mais sua produção agrícola indeterminadamente nem se industrializando "selvagemente", olho para o futuro e vejo uma nação ecológica, o país da reciclagem e do reaproveitamento.
Penso que isto faria de nós um povo mais respeitado, um país mais próspero, uma nação exemplo no mundo (a nação solidária), um Estado capaz de prover as necessidades do povo sem necessidade crescente de carga tributária maior e maior.
E como penso que isto ocorreria?
Novamente, pelas vias da mudança individual de comportamento, atitude, cultura: em vez de simplesmente descartar algo no lixo, mandar consertar e, depois de consertado, doar; em vez de comprar apenas os produtos "mêide in cháina", comprar os ecologicamente corretos, ainda que mais caros, e em vez criar para si necessidades capitalistas progressivas (como é a regra), despertar para uma vida mais espiritual (não tô falando de religião, mas de modo de viver), com mais desfrute da simplicidade e menos ânsia consumista.
Acredito fortemente na força disto, no contágio, na adesão do povo brasileiro, a maioria gente boa, amante da vida. Sonho muito com isto e tento ensinar meus filhos a viverem assim. Bem, com eles, embora o discurso que eles trazem da escola seja ecológico, tô tendo pouco sucesso, é bem verdade, porque atitude ecológica verdadeira mesmo ainda é difícil de ver, mesmo nas crianças e adolescentes (ou seria principalmente neles?), mas isto passa longe de me desanimar, prefiro ser dos que insistem no exemplo e acreditam no água mole em pedra dura e, por isto, convido os amigos a refletirem e se engajarem, afinal de contas a vida se vive no presente, e este nos grita a necessidade urgente de fazermos algo em prol da qualidade de vida coletiva.