terça-feira, 24 de maio de 2011

MARKETING PESSOAL

Nunca existiu melhor estratégia de marketing pessoal do que nossa capacidade de expor claramente nossos limites a quem convive conosco.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

ILUSÕES DE UMA ÉPOCA

Há 155 anos nascia Sigmund Freud, um filho do Século XIX portanto. E uma de suas frase mais famosas foi dizer que "o eu não é senhor em sua própria casa".
Ainda no Século XIX nasceu um homem que compreendia isto e, ainda hoje, a humanidade não compreende.
Vemos todos os dias pessoas dizerem coisas que demonstram sua ignorância neste assunto:
"Por que será que eu não consigo manter meu propósito de ser assim ou assado e acabo traindo a mim mesmo?" -frases como esta são ditas todos os dias pelos populares que, muitas vezes, sentem-se aliviados por não terem que manter propósitos ambivalentes para eles mesmos.
"Como pode um monstro fazer algo assim tão pavoroso contra uma criancinha?" -adoram perguntar os jornalistas sensacionalistas que estão, no fundo, ávidos pela chegada do dia em que se candidatarão a deputado ou vereador, fazendo campanha como o defensor do povão.
E muitos exemplos de desencontros entre discurso e prática, valores e ações, ética e negócios, amor e poder se amontoam no dia-a-dia, mostrando-nos uma fenda estrutural em nossa própria consciência: ainda não estamos prontos para entender que não somos seres nada unos, somos muito mais "máquinas" guiadas por conveniências.
Mas não precisa ser assim, parece-me que o desenrolar da história humana, com a ascenção das discussões sobre os valores urgentes (ecologismo por exemplo), da renovação da ética (o avultamento do princípio da lealdade acima de tudo) e a crítica à alienação produzida massivamente pelos meios de comunicação, especialmente a TV aberta, são indicadores de que nossa consciência social está amadurecendo para chegar ao dia em que as pessoas poderão se conhecer melhor e, por consequência, conhecer melhor os outros, possilitando uma convivência social mais pautada em fundamentos realmente possíveis de se tornarem universais, consolidadores do modo de vida do terceiro milênio.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

CALEM A BOCA PROFESSORES

É um escândalo o problema da merenda escolar no Brasil.
É um triste escândalo o que denunciou a diretora da escola pública de Goiás (atraso no envio daquela micharia de verba!?).
É o pior dos escândalos o "cala-boca" que os professores e a diretora da escola receberam do governo, em vez de providências para solucionar o problema com dignidade.
Não deixe de se pronunciar a respeito, não seja conivente com o coronelismo, seja lá de que partido for a autoridade que abusa do poder.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

MARKETING PESSOAL

Ninguém duvida, hoje em dia, de que nosso sucesso pessoal depende muito de um marketing pessoal.
Por outro lado, também é ideia corrente a tal da sustentabilidade, ou seja, uma noção de que as ações humanas devem ser inseridas num contexto que lhes possibilite a continuidade ao longo do tempo sem provocar consequências negativas importantes.
Juntado, assim, as ideias de necessidade de um marketing pessoal com a necessidade de um cuidado com a sustentabilidade, é imediato pensarmos que o marketing pessoal deve ser tratado como algo que possamos fazer durar, prosperar e não provocar danos importantes.
Três cuidados me parecem importantes para isto:
1-Verdade pessoal: nunca passe uma imagem sensívelmente exagerada ou supervalorizada de suas habilidades, qualidades ou potencialidades, sob pena de em algum momento você ser pego em contradição (entre seu marketing e seu desempenho) e perder credibilidade.
2-Verdade existencial: mantenha a consciência de que a vida humana é um movimento e, como tal, você precisa estar em mudança permanente, alterando o tempo todo não apenas seu marketing pessoal , mas também aperfeiçoando a si mesmo em todos os sentidos.
3-Verdade solidária: mantenha sempre presente a ideia de que nenhum valor suplanta o respeito aos limites do outro, à sensibilidade e dignidade do semelhante, bem como a consideração que devemos por gratidão aos nossos benfeitores. È muito difícil encontrar uma ação mais nefasta contra nosso marketing pessoal do que a ingratidão para com aqueles a quem devemos parte de nosso sucesso na vida.
Mas, pensando bem, o que há de novo nisto?

domingo, 8 de maio de 2011

FAZER O QUE GOSTA OU GOSTAR DO QUE FAZ?

Hoje em dia, é um tema muito discutido este: uma pessoa deve trabalhar com o que gosta ou com o que lhe permite uma remuneração satisfatória.
Observando as falas das pessoas durante muito tempo, pude verificar três convergências universais:
1-Nem sempre o que nos paga bem é o que nos dá prazer.
2-O ideal de fazer o que gosta é, muitas vezes, inviável, porque o estilo de vida moderno "exige" de nós uma remuneração boa, o que muitas vezes só conseguimos através de um trabalho bem vazio de prazer para nós.
3-É possível a gente aprender a gostar do que faz.
É como se estas três coisas juntas se juntassem em uma única mensagem assim decifrada: entregue-se a um trabalho que te paga uma boa grana, que o resto você compra com o que ganha.
Parece bem lógico e, dificilmente, na cultura contemporânea, alguém conseguiiria argumentar fortemente contra isto, mas é um sofisma, um engano.
Primeiro porque a gente não tem que se entregar para um trabalho, vivemos em um mundo dinâmico que está sendo reinventado todos os dias, nós temos é que ser prudentes, mas também desbravadores, senão nos tornamos presas fáceis de preconceitos bobos e escravizantes.
Depois porque tem muita coisa que não se compra nesta vida, como por exemplo, dignidade, satisfação interior, sentido de vida.
Parece-me que o correto mesmo seria dizermos: entregue-se a uma busca moderada que não seja capaz de te roubar o tempo necessário para ser feliz e curtir os momentos simples da vida, como também não te torne tão vendido a ponto de ir progressivamente abrindo mão de seus padrões éticos e princípios espirituais. Se isto te fizer um pouco menos apto a comprar isto ou aquilo, perdoe-se a si mesmo e viva feliz com o que conseguir atingir.

sábado, 7 de maio de 2011

ENCONTROS E DESENCONTROS

Quem nunca teve, de repente, um encontro inesperado com uma pessoa especial?
Quem nunca viveu a sensação de que deveria ter conhecido aquela pessoa já a muito tempo?
Vidas se cruzam, histórias se encontram, pessoas se aproximam e depois se afastam.
Tudo isto é muito normal e compreensível no cotidiano.
Mas quando o coração tem que enfrentar o duro desafio de ter gostado muito de alguém sem poder continuar em seu convívio, a vida parece perder muito de seu gosto, um pouco de seu colorido e um bocado de seu doce.
Poucas provas nesta vida abalam tanto a moral humana quanto os obstáculos que se erguem entre pessoas: distâncias e proximidades, conveniências e inconveniências, oportunidades e desoportunidades, pontes e abismos...
E alguém que vença nas dificuldades materiais de toda sorte pode cair prisioneiro das emocionais mais básicas.
Isto se torna muito importante no mundo de hoje em que a solidão assola, a violência amedronta, a corrupção contamina, e a esperança ainda floresce.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

ÉTICA E NEGÓCIOS

Muitas empresas e profissionais, temendo perder um negócio ou uma venda, se submetem ao horrível papel de prometerem ao cliente ou parceiro comercial coisas que sabem muito bem não poderem cumprir, como prazos, quantidade, qualidade e até mesmo preço.
O raciocínio (errado) é que, não sendo possível cumprir, depois se renegocia os termos com o cliente e, no fim, todo mundo sai beneficiado. Não sai!
O cliente está cada dia mais "cheio" de empresas e profissionais com pouco profissionalismo, pouco compromisso com o que sai de sua própria boca, sendo comum que um cliente mal servido não só abandone aquela empresa como passe a falar "mal" da empresa ou do profissional, o que ocasiona muito mais prejuízos.
Não fosse isto, ainda, suficiente para afastar esta prática negativa, poderíamos recorrer também à questão ética: não se pode nunca usar das palavras com falta de compromisso, porque a palavra empenhada tem que ser cumprida a todo preço, sob pena de dar ao outro também motivo para deixar de cumprir a sua, o que corromperia de vez todo o tecido social.

terça-feira, 3 de maio de 2011

ESPECIALISTAS EM CRIANÇAS

Atribui-se a Lacan (Jaques Lacan, o famoso psicanalista francês) o dizer: o sintoma ocorre na criança, mas a doença é do adulto.

E o curioso é que este conhecimento veio ao mundo através de um adulto, o ser mais tolo do Universo quando se trata de entender de crianças.
De toda forma, estou certo de que, na verdade, a criança nem mesmo tem ou é portadora de algum sintoma, ela é apenas uma espécie de "espelho" que mostra ao adulto as psicopatologias dele, mostra a ele a arrogância com que trata os pequenos, dizendo a eles o que devem e o que não devem gostar, privando-os de algo (inclusive manifestações de amor) quando não gostam do que "deveriam" gostar.