segunda-feira, 13 de julho de 2015
Uma outra forma de riqueza
Uma outra forma de riqueza
As nações no mundo todo anseiam por riqueza, todos querem ser superpotência, contudo, fica cada dia mais claro que a existência das superpotências em si e da busca por tornar-se uma é um modo de viver insustentável já a médio prazo, poucas décadas adiante, nem precisamos mais falar a longo prazo.
Para o Brasil, tenho um sonho, uma utopia em que acredito muito, embora muitos amigos digam que não tenho os pés no chão: não vejo o Brasil nem expandindo mais sua produção agrícola indeterminadamente nem se industrializando "selvagemente", olho para o futuro e vejo uma nação ecológica, o país da reciclagem e do reaproveitamento.
Penso que isto faria de nós um povo mais respeitado, um país mais próspero, uma nação exemplo no mundo (a nação solidária), um Estado capaz de prover as necessidades do povo sem necessidade crescente de carga tributária maior e maior.
E como penso que isto ocorreria?
Novamente, pelas vias da mudança individual de comportamento, atitude, cultura: em vez de simplesmente descartar algo no lixo, mandar consertar e, depois de consertado, doar; em vez de comprar apenas os produtos "mêide in cháina", comprar os ecologicamente corretos, ainda que mais caros, e em vez criar para si necessidades capitalistas progressivas (como é a regra), despertar para uma vida mais espiritual (não tô falando de religião, mas de modo de viver), com mais desfrute da simplicidade e menos ânsia consumista.
Acredito fortemente na força disto, no contágio, na adesão do povo brasileiro, a maioria gente boa, amante da vida. Sonho muito com isto e tento ensinar meus filhos a viverem assim. Bem, com eles, embora o discurso que eles trazem da escola seja ecológico, tô tendo pouco sucesso, é bem verdade, porque atitude ecológica verdadeira mesmo ainda é difícil de ver, mesmo nas crianças e adolescentes (ou seria principalmente neles?), mas isto passa longe de me desanimar, prefiro ser dos que insistem no exemplo e acreditam no água mole em pedra dura e, por isto, convido os amigos a refletirem e se engajarem, afinal de contas a vida se vive no presente, e este nos grita a necessidade urgente de fazermos algo em prol da qualidade de vida coletiva.
quarta-feira, 1 de julho de 2015
sexta-feira, 15 de maio de 2015
Dois Sintomas e uma só Doença
Degradação ambiental e sonambulismo social são dois sintomas distintos de uma mesma doença, a que chamo descaso com a vida.
A nada surpreendente falta de água em São Paulo exemplifica bem este caso. Por óbvio, a degradação ambiental figura entre as causas principais, mas menos óbvio, porém, não menos evidente, o sonambulismo social figura pelo menos como agravante do grave problema.
O fato é que ninguém pode dizer que estava inconsciente desta ameaça, e, agora, que já não há água suficiente, o que o governo responde?
Fazem-se obras para captar e transportar mais águas, mas quase nada para acudir a escassez em suas causas.
Como o povo reage? Reclama de tudo, do sofrimento, do governo, da vida, mas nem se educa para um consumo consciente nem tampouco mexe uma palha para que os gestores da coisa pública se sintam pressionados a empreender políticas de proteção aos meio ambiente.
O povo quer água, e os políticos, votos, poder. Mas a realidade é que não haverá água para todos. A pergunta é: mais tarde, usar o voto ou a participação popular ainda será atitude efetiva para enfrentar a calamidade?
A questão, porém, não se reduz a água: respiramos muito mal, usamos alimentos contaminados, sofremos com barulho excessivo, e até nossos medicamentos escondem às vezes perigos inesperados.
Não é caso nem para alarmismo nem para conformismo, o que tento instigar hoje no pensamento dos amigos é: sem comprometer-se, sem participar ativamente das questões da vida coletiva, não haverá segurança para nenhum de nós, menos ainda para nossos descendentes.
Comprometimento, atitude, prática... é disto que se trata!
Degradação ambiental e sonambulismo social são dois sintomas distintos de uma mesma doença, a que chamo descaso com a vida.
A nada surpreendente falta de água em São Paulo exemplifica bem este caso. Por óbvio, a degradação ambiental figura entre as causas principais, mas menos óbvio, porém, não menos evidente, o sonambulismo social figura pelo menos como agravante do grave problema.
O fato é que ninguém pode dizer que estava inconsciente desta ameaça, e, agora, que já não há água suficiente, o que o governo responde?
Fazem-se obras para captar e transportar mais águas, mas quase nada para acudir a escassez em suas causas.
Como o povo reage? Reclama de tudo, do sofrimento, do governo, da vida, mas nem se educa para um consumo consciente nem tampouco mexe uma palha para que os gestores da coisa pública se sintam pressionados a empreender políticas de proteção aos meio ambiente.
O povo quer água, e os políticos, votos, poder. Mas a realidade é que não haverá água para todos. A pergunta é: mais tarde, usar o voto ou a participação popular ainda será atitude efetiva para enfrentar a calamidade?
A questão, porém, não se reduz a água: respiramos muito mal, usamos alimentos contaminados, sofremos com barulho excessivo, e até nossos medicamentos escondem às vezes perigos inesperados.
Não é caso nem para alarmismo nem para conformismo, o que tento instigar hoje no pensamento dos amigos é: sem comprometer-se, sem participar ativamente das questões da vida coletiva, não haverá segurança para nenhum de nós, menos ainda para nossos descendentes.
Comprometimento, atitude, prática... é disto que se trata!
quarta-feira, 6 de maio de 2015
Força em Tempos de Desesperança
Há poucas pessoas que discordariam do afirmação: vivemos em uma época desesperançosa.
No entanto, hoje, quero fazer a seguinte reflexão: é justamente em épocas de grandes desilusões que devemos manter acesa a chama da esperança por dias melhores. Senão, vejamos: é depois de uma grande seca que o Cerrado mais belamente reage às primeiras chuvas para florescer abundantemente.
Identifico-me muito com uma cosmologia do otimismo, não daquela ingenuidade de deixar de ver as dificuldades de nosso tempo como elas são, mas de saber que a vida prosseguirá após nossa passagem nesta dimensão do Universo e, a cada um de nós, toca uma pequena parcela de responsabilidade na preparação de condições para um mundo melhor.
No entanto, hoje, quero fazer a seguinte reflexão: é justamente em épocas de grandes desilusões que devemos manter acesa a chama da esperança por dias melhores. Senão, vejamos: é depois de uma grande seca que o Cerrado mais belamente reage às primeiras chuvas para florescer abundantemente.
Identifico-me muito com uma cosmologia do otimismo, não daquela ingenuidade de deixar de ver as dificuldades de nosso tempo como elas são, mas de saber que a vida prosseguirá após nossa passagem nesta dimensão do Universo e, a cada um de nós, toca uma pequena parcela de responsabilidade na preparação de condições para um mundo melhor.
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