Os últimos acontecimentos da nossa política regional, nacional e internacional apontam para um fenômeno de diluição das ideologias num grande substrato: a economia virtual nem sempre vinculada às atividades econômicas concretas.
O que era esquerda caiu na vala comum do "vamos nos garantir perante o Mercado de Capitais", e o que era direita se rendeu de vez a uma subserviência total aos interesses do "dinheiro volátil".
Por toda parte, a exemplo da Grécia, o que se vê é a força econômica virtual passando por cima de direitos trabalhistas em particular e humanos em geral como se fosse um trator sobre uvas no asfalto.
Em outros países, o poder de instituições internacionais absolutamente ilegítimas (vide a história da invasão do Iraque para aferir a legitimidade da ONU) agindo em nome da democratização para promover a "melhor" fluidez do capital especulativo.
Neste panorama internacioal, acompanho o pensamento dos que propõe haver realmente uma morte da esquerda, senão consumada, em vias de consumação, mas acrecentaria que a direita já não é mais apenas uma direita, é apenas um mero instrumento do mercado virtual de capitais.
Sendo assim, faria ainda sentido falar-se em orientação política? não seria muito mais correto passarmos a pensar em termos de alinhamento mais ou menos escancarado com os poderes direcionadores do capital internacional?