domingo, 8 de maio de 2011

FAZER O QUE GOSTA OU GOSTAR DO QUE FAZ?

Hoje em dia, é um tema muito discutido este: uma pessoa deve trabalhar com o que gosta ou com o que lhe permite uma remuneração satisfatória.
Observando as falas das pessoas durante muito tempo, pude verificar três convergências universais:
1-Nem sempre o que nos paga bem é o que nos dá prazer.
2-O ideal de fazer o que gosta é, muitas vezes, inviável, porque o estilo de vida moderno "exige" de nós uma remuneração boa, o que muitas vezes só conseguimos através de um trabalho bem vazio de prazer para nós.
3-É possível a gente aprender a gostar do que faz.
É como se estas três coisas juntas se juntassem em uma única mensagem assim decifrada: entregue-se a um trabalho que te paga uma boa grana, que o resto você compra com o que ganha.
Parece bem lógico e, dificilmente, na cultura contemporânea, alguém conseguiiria argumentar fortemente contra isto, mas é um sofisma, um engano.
Primeiro porque a gente não tem que se entregar para um trabalho, vivemos em um mundo dinâmico que está sendo reinventado todos os dias, nós temos é que ser prudentes, mas também desbravadores, senão nos tornamos presas fáceis de preconceitos bobos e escravizantes.
Depois porque tem muita coisa que não se compra nesta vida, como por exemplo, dignidade, satisfação interior, sentido de vida.
Parece-me que o correto mesmo seria dizermos: entregue-se a uma busca moderada que não seja capaz de te roubar o tempo necessário para ser feliz e curtir os momentos simples da vida, como também não te torne tão vendido a ponto de ir progressivamente abrindo mão de seus padrões éticos e princípios espirituais. Se isto te fizer um pouco menos apto a comprar isto ou aquilo, perdoe-se a si mesmo e viva feliz com o que conseguir atingir.

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