terça-feira, 26 de abril de 2011

LEGALIZAÇÃO DO ABORTO

Existe uma grande celeuma sobre a legalização do aborto.
Um certo grupo, rotulado de ditadores religiosos, defende que o aborto deve ser proibido porque não é dado a ninguém tirar a vida do próximo.
Outro grupo, em vez de demonstrar que é dado a alguém tirar a vida do próximo, perde seu tempo e energia, atacando o grupo "religioso", dizendo que são ditadores porque querem impor aos outros sua forma de pensar.
O primeiro grupo peca porque se posiciona contra o aborto como se isso fosse suficiente, eles nem apresentam propostas concretas de atendimento das demandas sociais reprimidas e associadas ao aborto nem produzem algo prático no sentido de dar às mães desesperadas condições para levar a gestação até o fim.
E o segundo grupo peca duplamente, também é constituído por pessoas que muito pouco fazem para dar conta destas demandas sociais (além de discurssar, é claro, nisto eles são bons medíocres). Qual é mesmo o movimento, a instituição, a obra social das pessoas constituintes deste grupo? E seu outro pecado é o de atacarem os "religiosos", mas não poderem responder de onde vem o direito de tirar a vida.
A verdade é que, tanto de um, quanto de outro lado, rola mesmo é muita hipocrisia assada com recheio de um discurso tão bonito quanto nada nutritivo.
E o problema básico mesmo não se está tentando atacar: condições sociais dignas para as futuras mamães...

Um comentário:

  1. O aborto é liberado e aceito há muito, o que se discute é a criminalização, infelizmente no Brasil tudo que é execrado, pobre, diferente, é criminalizado. O menor usuário de crack é criminalizado, o aborto como método contraceptivo é criminalizado, as pílulas do dia seguinte são amplamente utilizadas sem qualquer controle. Infelizmente num país extremamente legalista, a busca sempre é por culpados e não por soluções.

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