Pacificadores
Hoje em dia, por toda parte, os pacificadores são cada dia mais necessários. Mas, como sermos minimamente pacificadores sem antes entrarmos em estado permanente de paz interior?
Nações estão sofrendo com todo tipo de discórdia e perturbações, como nunca. Guerras entre países, guerras civis internas, perturbações da ordem pública. E as pessoas têm sede de paz, concórdia.
Lares estão em discórdia em quantidade e qualidades jamais pensadas. As pessoas já não mais conseguem viver paz familiar entre quatro paredes. E muita gente com sede de paz.
No trabalho, nos estádios, nas ruas, discórdias, perturbações. Pessoas se desentendendo por todo tipo de coisas e em todo tipo de situação.
Muitas tentativas de pacificação são feitas, algumas melhores, outras piores, nenhuma muito eficiente, e por que tanta dificuldade?
Mais do que nunca, não se tem paz interior. Gasta-se muito para adquirir coisas, pouco para tornar-se pessoa melhor. Despende-se muito tempo para obter diplomas ou cargos, pouco para meditar em espiritualidade. Fala-se muito de religião e pensa-se pouco em universalismo, pensa-se muito em filosofia e sente-se pouca disposição para o silêncio interior. Vivemos num mundo cheio de pressa e ambições, aderimos sem resistência a esta maneira louca de viver e nos perdemos dos caminhos para o próprio coração, onde Deus mora.
É um convite que faço hoje, mudarmos de foco, mudarmos de visão de mundo, mudarmos nossas ambições, cultivarmos em fim mais paz interior para vivermos em imperturbável serenidade, a despeito do que possa ocorrer lá fora. Isto nada tem a ver com tornar-se indiferente ou apático, é uma questão de continuar a agir no mundo lá fora sem morar nele, porque nossa casa é o coração, onde podemos nos sentir seguros, tranquilos e esperançosos.
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